VALE TUDO POR UM LIKE?

Imagens fofas de cães e gatos, frases de autoajuda, viagens para destinos paradisíacos e memes, ajudam páginas das mais diversas a se tornarem populares, com curtidas e compartilhamentos nas redes sociais. Vale tudo por um Like?

Por que as pessoas estão dispostas a fazer qualquer coisa em troca do reconhecimento dos outros? O riso de uns, infelizmente, é o choro de outros.

O humor depende da ausência de compaixão. É você olhar a tragédia sem se compadecer. E é aqui que mora o perigo.

Com pouca ou nenhuma responsabilidade, páginas que se dizem de “humor”, lançam mão da premissa da liberdade de expressão para propagar fake news e denegrir imagens de pessoas.

O riso de uns, infelizmente, é a desgraça de outros.

Em Sinop, há diversas páginas que se definem assim, “de humor e sem compromisso com a verdade”. Publicam informações sem checar a veracidade e colocam em risco o cidadão que acredita no que ali é propagado.

VALE TUDO POR UM LIKE?

Quando sua publicação é curtida, e você curte algo publicado por outra pessoa, há uma troca justa, (“segue que sigo de volta”) onde se ganha aprovação, reputação e repercussão. “Quem é visto é lembrado”. Você só existe se é curtido ou compartilhado. 

Os algoritmos das redes entendem que você se interessa por aquele assunto e te entrega o máximo de informações a respeito. Você passa a fazer parte de uma comunidade. Esse tipo de sentimento influencia, e muito, a vida das pessoas.

O primeiro like da história do Facebook foi dado no dia 9 de fevereiro de 2009. Cinco anos depois, os números mostram o “curtir” como um dos maiores fenômenos culturais da atualidade.

Segundo dados da própria rede, só em 2020, são mais de 1,8 milhão de “likes” por minuto, ou seja, 4,5 bilhões diários.

A GERAÇÃO QUE CRIA E CONSOME FAKE NEWS COMETE CRIMES

Na busca pelo Like, aparentemente, vale tudo! Aqui o que importa mesmo é o quanto você é amado. Se não é, vem o mimimi. Por isso, para agradar aqueles que concordam com determinada opinião as noticias falsas são um produto rápido, de fácil consumo e grande propagação.

Desmentir uma fake news é mais difícil do que espalhar. Por isso, investir na boa comunicação é essencial.

O HUMOR EM SINOP

No meio da floresta amazônica, as páginas de humor extrapolam os limites. Expõem e denigrem a imagem de pessoas públicas, sem ponderar (ou se importar) com os danos de suas publicações.

Em função da pandemia, todas as ações que o município realiza tem por objetivo salvar vidas. Pela segunda vez, em um momento tão delicado, páginas que se dizem de humor, se aproveitam do momento que estamos vivendo e propagam fake news, prejudicando toda população.

Em abril, uma página, que também se classifica como “de humor”, alterou os dados do boletim com números de casos da Covid-19.

Portanto, se colocar no lugar do outro é fundamental!

PRECISAMOS DAR UM BASTA

Hoje estivemos na Polícia Federal para buscar orientações de como combater este mal e, em seguida, fomos a Polícia Civil por conta dos ataques a honra dos empresários e a minha. Não admitimos esse tipo de irresponsabilidade porque estamos tratando de vidas.

O QUE DIZ A LEI?

Ainda não há uma legislação específica para tratar a questão da produção e propagação de fake news, no entanto, como expõe informações falsas e coloca em risco a vida de quem a recebe, esses dados falsos se enquadram dentro da Lei de Contravenções Penais, de 1941.

A punição é de até seis meses para quem “provocar alarma, anunciando desastre ou perigo inexistente, isto é, pratica qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto”.

O Governo Federal promulgou no ano passado (2019), a Lei 13.834/2019 que tipifica o crime de denunciação caluniosa com finalidade eleitoral. A regra pune com dois a oito anos de prisão quem divulgar notícias falsas contra candidatos em eleição.

A lei já é válida para as eleições municipais desse ano. Portanto, além de pena de prisão, a medida estipula multa para quem acusar falsamente um candidato a cargo político com o objetivo de afetar sua candidatura. A punição aumenta caso a calúnia ocorra sob anonimato ou nome falso.

Acompanhe o trabalho daRosana Martinelli

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